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DARK THOUGHTS IN BLANK VERSES

Posted in Eu Comigo with tags , on maio 22, 2011 by Fernando Gomes

At this night, It strikes again
The beast is on the loose
With Its sulfur breath
Its teeth is all huge
Its fangs is deadly
And it sticks them in my mind
Piercing into my very soul

It laughs at me, very high
I´m in its hands now
Totally bound to its will
Once more time, again
But I am getting strong, yes!
Building my wall, brick by brick
I´m sharpening my sword

My armor is getting harder
My spear has a long range
And I will fight this beast
I declare war to it.
I will fight it, battle by battle
Night by night
Stabbing its belly
Cutting its head once for all

But, like the hidra, its prevail
So I don´t put my guard down
Cause this beast lives with me
It lives in me, inside my mind
So it will keeping  attacking me
But, I´m far stronger now
And, someday, I will win
It draw first blood yes
But I will make the final blow
And I will walk in the sun again…

                                   By Fernando Gomes

HINO À BELEZA

Posted in Lendo e Relendo with tags , , , on maio 6, 2011 by Fernando Gomes

 

 

 

 

 

 

 

 

Hymn to Beauty

Do you come from Heaven or rise from the abyss,
Beauty? Your gaze, divine and infernal,
Pours out confusedly benevolence and crime,
And one may for that, compare you to wine.

You contain in your eyes the sunset and the dawn;
You scatter perfumes like a stormy night;
Your kisses are a philtre, your mouth an amphora,
Which make the hero weak and the child courageous.

Do you come from the stars or rise from the black pit?
Destiny, bewitched, follows your skirts like a dog;
You sow at random joy and disaster,
And you govern all things but answer for nothing.

You walk upon corpses which you mock, O Beauty!
Of your jewels Horror is not the least charming,
And Murder, among your dearest trinkets,
Dances amorously upon your proud belly.

The dazzled moth flies toward you, O candle!
Crepitates, flames and says: “Blessed be this flambeau!”
The panting lover bending o’er his fair one
Looks like a dying man caressing his own tomb,

Whether you come from heaven or from hell, who cares,
O Beauty! Huge, fearful, ingenuous monster!
If your regard, your smile, your foot, open for me
An Infinite I love but have not ever known?

From God or Satan, who cares? Angel or Siren,
Who cares, if you make, — fay with the velvet eyes,
Rhythm, perfume, glimmer; my one and only queen!
The world less hideous, the minutes less leaden?

Les Fleurs du mal (The Flowers of evil) by Charles Baudelaire (1861)

😛

A QUEDA DO QUERUBIN

Posted in Lendo e Relendo with tags , , , , , on maio 4, 2011 by Fernando Gomes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pelo espaço que abrange no orbe humano
Nove vezes o dia e nove a noite,
Ele com sua multidão horrenda,
A cair estiveram derrotados
Apesar de imortais, e confundidos
Rolaram nos cachões de um mar de fogo.
Sua condenação, porém, o guarda
Para mais fero horror: e vendo agora
Perdida a glória, perenal a pena,
Este duplo prospecto na alma o punge.

Lança em roda ele então os tristes olhos
Que imensa dor e desalento atestam,
Soberba empedernida, ódio constante:
Eis quando de improviso vê, contempla,
Tão longe como os anjos ver costumam,
A terrível mansão, torva, espantosa,
Prisão de horror que imensa se arredonda
Ardendo como amplíssima fornalha.
Mas luz nenhuma dessas flamas se ergue;
Vertem somente escuridão visível
Que baste a pôr patente o hórrido quadro
Destas regiões de dor, medonhas trevas
Onde o repouso e a paz morar não podem,
Onde a esperança, que preside a tudo,
Nem sequer se lobriga: os desgraçados
Interminável aflição lacera
E de fogo um dilúvio alimentado
De enxofre abrasador, inconsumptível.

A justiça eternal tinha disposto
Para aqueles rebeldes este sítio:
Ali foram nas trevas exteriores
Seu cárcere e recinto colocados,
Longe do excelso Deus, da luz empírea,
Distância tripla da que os homens julgam
Do centro do orbe à abóbada estrelada.
Oh! como esse lugar, onde ora penam,
É diverso do Céu donde caíram!

Logo o monstro descobre a turba vasta
Dos tristes que na queda tem por sócios
Arfando em tempestuosos torvelinos
Do undoso lume que hórrido os flagela.
Próximo dele ali coas vagas luta
O anjo, imediato seu em mando e crimes,
Que foi chamado nas vindouras eras
Belzebu, nome à Palestina grato.

Então o arqu’inimigo, que no Empíreo
Foi chamado Satã desde esse tempo,
O silêncio horroroso enfim quebrando,
Nesta frase arrogante assim lhe fala:

“És tu, arcanjo herói! Mas em que abismo
Te puderam lançar! Como diferes
Do que eras lá da luz nos faustos reinos,
Onde, sobre miríades brilhantes,
Em posto tão subido fulguravas!
Mútua liga, conselhos, planos mútuos,
Esperanças iguais, iguais perigos
Uniram-nos na empresa de alta glória;
Mas agora a desgraça nos ajunta
Deste horrível estrago nos tormentos!
Caídos de que altura e em qual abismo
Nos achamos aqui tão derrotados!
Co’os raios tanto pôde o que é mais forte.
Té’gora quem sabia ou suspeitava
Dessas armas cruéis a valentia?
Mas nem por elas, nem por quanta raiva
Possa infligir-me o Vencedor potente,
Não me arrependo, de tenção não mudo,
Posto mudado estar meu brilho externo.
Rancor extremo tenho imerso n’alma
Pela alta injúria feita a meu heroísmo:
Ele impeliu-me a combater o Eterno,
E trouxe logo às férvidas batalhas
Inúmera aluvião de armados Gênios
Que dele o império aborrecer ousaram,
E, a mim me preferindo, opor quiseram
Nas planícies do Céu, em prélio dúbio,
As forças próprias às opostas forças
Fazendo-lhe tremer o empíreo sólio.
Que tem perder-se da batalha o campo?
Tudo não se perdeu; muito inda resta:
Indômita vontade, ódio constante,
De atras vinganças decidido estudo,
Valor que nunca se submete ou rende
(Nobre incentivo para obter vitória),
Honras são que jamais há-de extorquir-me
Do Eterno a ingente força e inteira raiva.
Perdão de joelhos suplicar-lhe humilde,
Acatar-lhe o poder, cujo alto império
No âmbito inteiro vacilou há pouco
Pelo impulso e terror das minhas armas,
Fora abjecta baixeza, infâmia fora,
Muito piores que este infando estrago.
Já que, segundo ordenam os destinos,
Não pode ser em nós aniquilada
Esta empírea substância e empírea força,
Já que pela experiência desta ruína
Muito ganhado em previsão nós temos,
Condição que na guerra é de alta monta,
Tentar podemos com mais fausto agouro,
Por força ou por ardis, sem fim, sem pausa,
Contra o excelso Inimigo eterna guerra,
Ele agora que, em júbilos nadando,
Nímio se ufana, vencedor soberbo,
Porque dos Céus no sublimado trono
Administra absoluto a tirania!”

Deste modo o anjo apóstata se expressa;
Alta jactância as penas lhe não tolhem:
Mas atroz desespero o rala e punge.
Logo assim lhe responde o ousado sócio:

“Príncipe, chefe dos imensos tronos
Que às batalhas trouxeste em teu comando,
Tu que, por feitos da mais nobre audácia,
Querendo conhecer a quanto avonda
Do Rei dos Céus a grã supremacia,
Em p’rigo lhe puseste o império e a glória,
Vejo, e punge-me assaz, o atroz sucesso
Com que o Céu (seja força, acaso, ou sorte)
Em tão pesada perdição nos lança
Com tamanha vergonha e tanto estrago;
Vejo, e punge-me assaz, que a tal baixeza
Chegasse nosso exército tão forte,
A ponto de sofrer quanto é possível
Que substâncias do Céu e Deuses sofram.
Porém, quanto ao valor e aos brios d’alma,
Invencíveis nós somos; dentro em breve
Recobraremos o vigor antigo,
Inda que extinta jaz a nossa glória,
E aqui a nossa dita se sepulte
Nesta horrível miséria interminável.
Mas, se o Conquistador (que hoje não posso
Deixar de reputá-lo Onipotente,
Pois que com força pôs em plena ruína
Nossas forças, que invictas eu julgava),
Se ele, digo, nos quis deixar quais eram
Nossos grandes espíritos e forças
Para podermos suportar o peso
Dos flagícios cruéis com que nos punge,
Para podermos a medida toda
Encher-lhe da vingança em que se abrasa,
Ou fazer-lhe um serviço mais penoso
Como cativos seus por jus de guerra
(Seja aqui trabalhar em vivo fogo
No doloroso coração do Inferno,
Seja levar-lhe as hórridas mensagens
Pelas mansões do tenebroso Abismo),
Então… aproveitar-nos como podem
Nossos grandes espíritos e forças,
Posto que tais quais eram as sintamos,
Eternas só para castigo eterno?”

O arqu’inimigo prontamente o atalha:
“Degenerado querubim! Faz pejo
Não ter constância na paciência e lidas.
Podes seguro estar que jamais, nunca,
Fazer um bem qualquer nos é possível;
Mas que sempre será da essência nossa
Fazer todos os males que atormentam
A alta vontade do Opressor ovante.
Se acaso intenta a Providência sua
Algum bem extrair dos males nossos,
Busquemos perverter-lhe o fim proposto
Fazendo de tal bem fonte de males.
Muitas empresas destas são possíveis
Que hão de por certo o coração ralar-lhe,
E muitas vezes no estudado plano
Hão de turbar-lhe o entendimento irado.

A guerra no céu e a queda de Lucifer – Paradise Lost By John Milton (1667)

A SERPENTE QUE DANÇA

Posted in Lendo e Relendo with tags , , on março 25, 2010 by Fernando Gomes

Indolente querida, como eu amo
Para ver a pele
De seu corpo tão bonito
suave como seda!

Após a sua cabeça pesada de cabelo
Com os seus aromas acres,
Aventureiro, mar odorante
Com ondas de azul e marrom,

Como um navio que desperta
Para o vento da manhã,
Minha alma sonhadora se lança a navegar
Para um céu distante.

Seus olhos, onde nada é revelado
Do amargo ou doce,
São duas jóias frias onde se misturam
Ferro e ouro.

Para vê-lo andar em cadência
Com fino desleixo,
Alguém poderia dizer que uma cobra que dança
No final de uma equipe.

Sob o peso da indolência
Seu filho como balançar a cabeça
Suavemente para lá e para cá como a cabeça
De um elefante jovem,

E seu corpo se estende e se inclina
Como um navio delgado
Que rola de lado a lado e mergulha
Seus estaleiros no mar.

Como um córrego inchados pelo degelo
Das geleiras estrondo,
Quando a água sobe da sua boca
Para a borda de seus dentes,

Parece que eu beber vinho boémio,
Amargo e conquistando,
Um líquido céu que espalha
Estrelas no meu coração!
Les Fleurs du mal by Charles Baudelaire.

😮

IRÔNIA

Posted in To ouvindo with tags , , on março 18, 2010 by Fernando Gomes

“Bem, a vida tem um jeito engraçado de aprontar com você
Quando você pensa que está tudo bem e tudo está indo
E a vida tem um jeito engraçado de te ajudar quando
Você acha que tudo está dando errado e tudo explode
Em seu rosto”

Palavras interessantes, ditas na letra de Ironic” By Alanis Morrissette, em seu disco Jagged Little Pill (1995),  que gerou também o Single Ironic (1996). Realmente vale aquele velha máxima, que diz que a vida da com uma mão, e tira com a outra, nos fzendo sempre correr atrás de algo, como se ela achasse que a perfeição, na verdade, é a maior imperfeição do universo, que realmente deve existir um certo caos para dar lógica à existência da ordem, enfim, tema interessante pra se pensar na fila.

 

OBS: Me perdoem por colocar este video de Alanis no Programa do Faustão, mas, infelizmente, foi o video com melhor qualidade que eu achei !

Good Night Everybody ! 😉

INSÔNIA

Posted in Eu Comigo with tags on março 15, 2010 by Fernando Gomes

A noite passa, está para terminar
Meus olhos alertas, sem vontade de fechar
Penso no dia que vai se iniciar
Quase hora de trabalhar
Hoje tem contas para pagar
A rotina vou retomar
Neste momento, envolto em pensamentos
Revivendo alguns momentos
Tentando me livrar de alguns tormentos
Minha mente a mil
Analizando acontecimentos
Em um mar de sensações
Vitorias, derrotas e desilusões
Pelas horas vou percorrendo
Vendo, lendo e escrevendo
Nesta insônia noite adentro…

By Fernando Gomes

SINFONIA AGRIDOCE

Posted in Eu Comigo with tags on março 11, 2010 by Fernando Gomes

A vida é uma sinfonia, nem amarga nem doce, na verdade, agridoce.
Olho à minha volta e vejo um mundo cujo sentido esta estranho, para onde vou ? Se ficar o bicho pega? E se correr ? Será que ele come mesmo ?
Em uma determidada parte, esta sinfonia estava bem amarga, quase um limão, porém, ela foi recebendo uma doçura tão especial, que se transformou em uma vedadeira obra prima. Não era somente Bethoven que havia feito sua 9ª. Porém, como que por uma necessidade cósmica, o gosto amargo começou a prevalecer, criando esta verdadeira qualhada. Ao longo do tempo, o mel a equilibrou novamente mas, ainda sim, prevalece a amargura de um momento, que um dia já foi bem doce. Mas a grande sinfonia agridoce continua, sem parar, até que o ultimo acorde, seja ele doce ou amargo, seja dado.