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LEGACY OF KAIN: SOUL REAVER – E SURGE RAZIEL

Posted in Gaming, Reviews with tags , , , , on setembro 17, 2010 by Fernando Gomes

Capítulo 3 – Legacy of Kain: Soul Reaver

 

Nosgoth, mil e quinhentos anos após a corrupção dos nove Pilares, mil anos após a derrocada final do Lorde Sarafan. Nosgoth, uma terra totalmente corrompida pela escuridão e pela decadência, sua fauna e flora estão quase que totalmente mortas e seus céus escuros pela fumaça das fornalhas. Nosgoth, esta terra decadente, agora o reinado sombrio do vampiro Kain. É neste cenário que se da o game que é, talvez, o mais famoso capitulo de toda a saga, e que mudou a direção de toda a trama de forma explendida, onde nada mais é o que parece, este game é Legacy of Kain: Soul  Reaver.

Agora, lorde absoluto de toda a terra de Nosgoth, Kain reina sem inimigos sobre humanos e vampiros, auxiliado por seus temidos tenentes: Entre eles, Melchiah, Zephon, Rahab, Dumah e Raziel, que, em um certo dia, é chamado perante ao trono de seu rei, que percebe que algo incrível, mais terrível, estava acontecendo: Os vampiros estavam evoluindo. Porém, ao chamar Raziel e ver as explendidas asas que o mesmo desenvolvera, Kain, tomado pela inveja de, ainda, não ter alcançado tal evolução, ordena que Raziel seja jogado, sem clemência, no lago da morte, um enorme lago com um redemoinho natural e eterno, que serviria de tumulo para o traidor. Raziel é então atirado ao lago, após ter suas asas arrancadas, violentamente, por Kain, e cai para a sua morte certa. Porém, mesmo em sua “morte” Raziel é salvo por uma entidade muito antiga e poderosa, chamada de Elder God, que não só salva Raziel mas, tb como o transforma em uma espécie de criatura fantasmagórica, um vampiro de almas que, ao invés de se alimentar de sangue, suga para si as almas dos seres. Além de tudo, o Elder God controla a Roda do Destino, um ciclo de re- ecarnação, onde as almas “giram” em cliclos de pré-destinação. Porém, como vampiros são imortais, ficam fora deste ciclo, causando toda a degeneração da terra de Nosgoth.  O Elder God então, após ressuscitar Raziel, séculos depois, o torna seu agente, incumbindo-o de acabar com seus irmãos e, finalmente, com Kain, e assim restaurar a terra de Nosgoth de seu trágico destino.

Junto com sua nova condição, Raziel ganha também novos poderes: Como agente do Elder God, Raziel não pdoe ser destruído, ele é, virtualmente, imortal e, caso é subjulgado por algum oponente, volta imediatamente aos domínios de seu novo mestre. Além disso, uma característica que o faz único, é que ele pode transitar entre os dois planos: O plano real e o plano espiritual, habilidade esta que será usada vastamente, durante todo o restante da serie. Ao aternar entre lanos, o ambiente ao seu redor se altera quase que totalmente, fazendo com que ele possa acessar locais, antes inacessíveis, bem como descobrir entradas, ou saídas escondidas, abrir portas que não poderiam ser acessadas em outros planos, e até passar por alguns tipos de objetos sólidos. Porém, a arma mais importante que Raziel ganha, é uma versão “espiritual” da Soul Reaver, sim, a mesma espada empunhada por seu, agora nemesis, Kain, que permite a Raziel destroças seus inimigos, tanto no plano espiritual, quanto no plano real, para então sugar suas almas. Esta versão da Soul Reaver fica encrustada em um de seus braços, em forma de uma lamina de energia pura. Apesar de Raziel não poder ser morto, ele tem que, periodicamente, se alimentar de almas, para que as barra de energia não acabe e ele seja, novamente, enviado para o mundo do Elder God.

Em Sou Reaver, toda a mecânica do jogo muda de forma drástica, e para melhor. Enquanto o primeiro Blood Omen era quase que tipicamente RPG,e  o segundo, muito mais ação, este game tornou-se um perfeito misto do bom Hack and Slash com muita exploração e, com certeza, com uma bela influencia de outra grande titulo: Tomb Raider, que estava em alta naquela época.

Além disso, este game primou não só pelos magníficos gráficos para a época, bem como a sua engine que, inovadora, conseguia fazer com que o cenário se alterasse na frente do jogador, fruto das idas e vindas de Raziel entre os planos espiritual e material. Como um dos pontos fortes é a exploração, Soul Reaver conta com cenários enormes e puzzles complicados, que fazem o gamer quebrar a cabeça de forma bem acentuada. As lutas também são bem  satisfatórias, culminando em um final que faz com que o jogador queira que a continuação saia no dia seguinte.

Soul Reaver também está disponível para Download na PSN, por U$ 5,99, e também vale cada centavo!

Dados técnicos:
Lecacy of Kain: Soul Reaver
Desenvolvido por: Crystal Dynamics
Publicado por: Eidos Interactive
Ano de lançamento: 1999
Plataformas:
1999
PlayStation
Microsoft Windows (Fujam da versão dublada, que é horrível!)
2000
 Dreamcast (A melhor versão)
2009
PSN

Abaixo, um video com a introdução deste magnifico game:

BLOOD OMEN 2: A IRA DE KAIN

Posted in Gaming, Reviews with tags , , on agosto 23, 2010 by Fernando Gomes

Capitulo 2 – Blood Omen 2: Legacy of Kain

O vampiro, Kain, recusou-se a sacrificar-se para salvar os pilares de Nosgoth ao final de Blood Omen: Legacy of Kain, com isso, condenando os pilares, e a terra de Nosgoth, a uma eternidade de depravação e decadência.

Após sua recusa ao auto-sacrificio, Kain constrói um exercito de vampiros, com a ajuda de Vorador, um vampiro ancião, querendo com este exército dominar o mundo inteiro. Cerca de 400 anos após os eventos de Blood Omen: Legacy of Kain (aqui começa uma serie de distorções temporais, que seguiria pelo restante dos games da serie), Kain acorda em Meridian, a capital industrial de Nosghot, lembrando-se vagamente do que acontecera, bem como muito fraco. Ele é despertado por um vampiro chamado Umah, que o informa que ele dormira por cerca de duzentos anos.

Duzentos anos antes, a conquista de Nosgoth por Kain, fora impedida por um clã de caçadores de Vampiros denominados de a Ordem Sarafan. Esta ordem destruiu o exercito de Kain que, por sua vez, também fora subjugado por seu líder, lorde Sarafan, que também tomou a poderosa espada Soul Reaver, de Kain para si. Nos anos que se passaram, lorde Sarafan impôs uma rígida lei marcial na população humana de Nosgoth, e também iniciando uma grande revolução industrial empregando “Mágica dos Glifos” – Um novo tipo de poder, mortal para os vampiros. A ordem Sarafan caçou os vampiros remanescentes, fazendo com que os mesmos chegassem bem próximos da extinção: Como resultados desta caça, vários vampiros, com o intuito de se salvarem, juraram lealdade e servidão ao lorde Sarafan. Portanto, tendo este cenário caótico onde Blood Omen 2: Legacy of Kain, Kain inicia sua nova jornada, desta vez, em busca de vingança contra lorde Sarafan, onde pretende reclamar sua espada, a Soul Reaver, bem como destruir seu inimigo e continua sua ascensão ao poder.

A grande diferença para este game, em relação ao primeiro Blood Omen é o sistema de jogo, que muda drasticamente. O cenário 2D, com visão aérea se foi, dando lugar a um cenário completamente em 3D, com visão em terceira pessoa, que seria também a visão a ser adotada para o restante dos games da serie. A jogabilidade está muito mais refinada, bem como os detalhes muito mais relevantes, principalmente, no que se diz respeito à violência empregada. As lutas são bem decentes e Kain possui vários golpes ao melhor estilo “Quick Kill”, que podem ser acionados em ataques do tipo Stealth (camuflados). Os poderes que Kain adquire neste game, os chamados “Dark Gifts” também são um show a parte, dando a Kain poderes incríveis, que o auxiliam até o final do game. Estes Dark Gifts, a exceção dos que já são de Kain, desde o inicio, são conseguidos após as vitórias sobre certos inimigos chave derrotados durante o game. São eles: Mist form – Névoa (Kain): Um dos Dark Gifts iniciais, que já são possuídos por Kain, e um dos mais legais e uteis de todo o game; Quando Kain está em forma de névoa, ele fica praticamente invisível, e com a habilidade de desferir golpes mortais, bem a frente de seus inimigos, fazendo com que percebam só quando seja tarde demais. É nesta forma que Kain mais consegue aplicar vários tipos de “Quick Kills” que variam desde quebrar pescoços até decepar a cabeça de seus oponentes, dependendo com que arma ele estiver no momento.

Fury – Fúria (Kain): O Segundo dos Dark Gifts, que Kain já possui desde o inicio; Durante o combate, este poder da à Kain a habilidade de desferir golpes co o dobro da força normal, o que resulta em golpes devastadores. Este poder em particular, é controlado pela “Barra de Raiva” de Kain que, ao ficar completamente cheia, habilita o uso da fúria.

Jump – Salto (Inimigo a ser vencido: Faustus): Permite a Kain saltar a grandes distâncias. Quando este poder é ativado, Kain se prepara para o pulo e, uma “imagem fantasma” sua aparece na tela. Esta imagem mostra para onde Kain vai saltar, mas, somente quando esta imagem fica com a cor púrpura, é que o salto pode ser feito, ou seja, uma área acessível fora encontrada. Este poder também pode ser usado para ataques, bastando direcionar a imagem fantasma para um inimigo e, quando a mesma ficar vermelha, efetuar o salto e dilacerar quem estiver na frente.

 Charm – Controle mental (Inimigo a ser vencido: Marcus): Kain, com este poder, pode controlar as mentes dos civis humanos, fazendo co que executem tarefas como destrancar portas ou desativar mecanismos. (Quando usado, este poder permite ao gamer controlar determinado humano e executar a tarefa.)

 Berserk – Seqüência de ataques (Inimigo a ser vencido: Sebastian): Permite a Kain executar uma seqüência esmagadora de ataques contra um inimigo, culminando em um golpe final esmagador, de forma cinematográfica, muito útil. Este pode também é alimentado pela barra de raiva.

Telekinesis – Telecinésia (Após o encontro com The Seer): Permite a Kain controlar certos objetos, usando o poder de sua mente..

Immolate – Incineração (Inimigo a ser vencido: Magnus): O ultimo Dark Gift é também um dos mais divertidos de serem usados, e também um dos mais poderosos, que permite a Kain incinerar seus inimigos usando o poder da mente. Este poder também e alimentado pela barra de raiva.

Soul Reaver (Inimigo a ser vencido: Lorde Sarafan): Na verdade, não é um Dark Gift, e sim, a Soul Reaver, poderosa e indestrutível arma, que fora tomada de Kain por seu inimigo, e que ele deve reconquistar de suas mãos mortas.

A questão das armas também fora bem mais aprimorada. Kain pode usar uma vasta gama de armas durante o jogo, o que permite uma infinidade de diferentes tipos de ataques e Quick kills. Com o uso, estas armas quebram e outras precisam ser encontradas.

Outro fator bem interessante deste game é que, dentro da narrativa, apesar de ele ser o Quarto game da serie, em, termos de criação, na verdade, é o segundo na cronologia, mas se passa em uma realidade alternativa, devido a eventos ocorridos no game Soul Reaver 2. Para alguns, ele não é considerado parte da história oficial, mas para outros, sim. O fato é que, deixando de lado esta polemica, Blood Omen 2, sem dúvida, é uma incrível continuação desta incrível saga, que te prende do começo ao fim, com uma aventura, ao mesmo tempo difícil e empolgante, sem ser monótona, e que, sem dúvida, vale a pena ser jogada várias vezes.

Dados técnicos:

Desenvolvido por: Crystal Dynamics
Publicado por: Eidos Interactive
Ano de lançamento: 2002-2003
Plataformas: 2002 PlayStation 2 Xbox Microsoft Windows 2003 Nintendo GameCube

Veja abaixo um trailer do game:

THE LEGACY OF KAIN – A ÓPERA VAMPIRESCA

Posted in Gaming, Reviews with tags , , , , on agosto 15, 2010 by Fernando Gomes

 

Quando penso em games que, nos últimos anos, realmente contribuíram para o crescimento de conceitos como modo de jogo, liberdade na interação e, principalmente, narrativa, não um game, mas uma serie de games, logo vem a minha cabeça. Esta série é Legacy Of Kain que, em muitos aspectos, foi como um divisor de águas que melhorou conceitos e contribuiu para mais um salto evolucionário e, junto com outros, ajudaria a definir toda uma nova geração de games, inclusive a atual. A serie é dividida em 5 games, sendo eles:

Blood Omen: legacy Of Kain (PC, PS1, PSN) – 1996
Blood Omen 2 – Legacy of Kain: (PC, Ps2, Xbox, Gamecube) – 2002
Soul Reaver: (PC, Ps1, Dreamcast< PSN) – 1999
Soul Reaver 2: (Ps2, Dreamcast – Nunca lançado) – 2001
Legacy Of Kain – Defiance (PC, PS2, XBOX) – 2003

Vou fazer este review seguindo a ordem cronológica da história, e não do lançamento dos games, senão ficará confusa. Também vou procurar não contar toda a história, nos detalhes, pois, quem ainda não conhece, precisa sentir a experiência jogando, mesmo porque, o grande astro neste game é o roteiro. E eu garanto que, quem ainda não jogou e vai jogar, não irá se arrepender nem um pouco…

1º Capitulo – Blood Omen: Legacy of Kain

 

Iniciada em 1996 com o game Blood Omen, The legacy of Kain, Somos apresentados ao mundo de Nosgoth, cuja existência e a ordem, são regidas por pilares que representam as forças básicas da natureza. Cada um dos nove pilares representa uma das forças que rege o mundo, e cada um possuía um guardião. As nove forças são a morte, conflitos, existência, energia, tempo, dimensão, natureza, a mente e o equilíbrio.
 Cada um destes nove pilares é guardado por um guardião, que faz parte do chamado “Circulo dos nove”. Após uma serie de eventos, estes guardiões são exterminados, bem como Kain é traído e assassinado e Nosgoth entra em uma era de Caos. Porém, a Kain é dada uma segunda chance, pelas mãos de um dos únicos sobreviventes do circulo dos nove: O Feiticeiro Mortanius, que oferece a Kain transformá-lo em um Vampiro, para que o mesmo possa vingar-se de seus assassinos e restabelecer a ordem em Nosgoth. Com isso a jornada do vampiro Kain se inicia, em uma história de Destinos cruzados, viagens no tempo e inúmeras reviravoltas que, se você piscar na hora errada corre o risco de ficar sem entender. Ao final, Kain, após ter descoberto que, na verdade, quem estava por trás de toda a trama, era na verdade o próprio Mortanius e que ele mesmo é o guardião de um dos pilares, o do equilíbrio e que, sendo o ultimo de sua espécie, bem como somente este pilar faltava para ser restaurado, somente seu sacrifício faria com que a maldição de Nosgoth chegasse ao fim. Portanto, ao jogador é dada a escolha: Auto sacrifício ou ascensão ao poder como o Vampiro Rei de Nosgoth…Bem..Adivinhe qual foi a minha escolha?

Este primeiro jogo, com vista aérea, é mais marcado pelas características de RPG e exploração. Obviamente que existem os combates, que são livres, e não por turnos, o que joga o gamer direto para a ação. Durante todo o game, Kain vai adquirindo mais poderes e armas (como a Soul reaver, nome que será bastante dito durante este, e os próximos games da serie), inclusive, como todo vampiro que se preze, pode mudar de forma, para lobo, onde sua força e velocidade aumentam, bem como para morcego, podendo se deslocar por grandes distâncias, e até em névoa, onde pode atravessar paredes e, para restabelecer sua energia, pode sugar o sangue de suas vitimas ( mesmo de longe, o que é muito útil em várias ocasiões). Os menus também são, tipicamente, de um RPG, onde se pode alterar quase todas as configurações de armas e armaduras e acionar os poderes que Kain vai adquirindo durante a aventura. Os gráficos também são extremamente competentes, bem como toda a ambientação e estética criadas são adequadas à proposta do game, ou seja, um mundo sombrio, cheio de castelos, catacumbas e seres que remetem ao folclore vampiresco. Os controles são extremamente fluidos e precisos, principalmente quando se joga a versão para Playstation, com o Dualshock, apesar deste game ter sido concebido, primeiramente, para o PC.

Todos estes atributos descritos aqui fazem deste game um verdadeiro clássico, quase perfeito em sua concepção, que se faz extremamente necessário na coleção de qualquer gamer que se preze.

OBS.: Este jogo está disponível para Download na PSN ao custo de U$ 5,99 (Vale cada centavo).

Dados Técnicos:
Blood Omen: Legacy of Kain
Ano de Produção: 1996
Desenvolvido por: Silicon Knights
Produtores: Crystal Dynamics
Plataformas: PlayStation, Microsoft Windows, PlayStation Network

Próximo capitulo: Blood Omen 2 – Legacy of Kain