O PEREGRINO E O OÁSIS

E o peregrino andava, solitário, errante, em busca de algo que nem ele sabia direito o que era. Ele andava a muitos anos, sem parar, sempre procurando, sempre esperançoso, pelo dia em que encontraria o que seria o motivo de sua viajem, seu destino. Após todos estes anos viajandom pela longa estrada da vida, ele encontra, por acaso, ou simples força do destino, algo tão diferente, lindo, virtuoso, único, algo cuja simples presença o fazia revigorar suas forças, esclarecer suas dúvidas, clarear seu pensamento, apaziguar seu espirito, com uma paz que da qual ele nunca havia experimentado. O peregrino havia encontrado o seu Oásis. Não era um oásis qualquer,e sim, um feito só para ele, cujas águas eram frescas e limpidas, e cujas folhas das árvores o protegiam do castigo do sol, provendo-lhe, simplesmente,a sombra perfeita. Foi então que este já cansado peregrino havia conhecido a plenitude. De nada mais ele haveria de sentir falta. Pela primeira vez, ele conseguia enxergar através da névoa de sua existência, e ter um veslumbre do traçado de seua estrada, tuda agora fazia sentido, o vazio havia ido embora. O oásis agora seria seu santuário, onde ele se energizaria, teria paz para encontrar as respostas mais corretas para as perguntas mais complicadas e, se errasse, teria a serenidade para ponderar e consertar seus erros, em um perfeito aclive evolutivo. Forças nunca, mas nunca lhe faltariam. Ele então, ajoelhou para todos os Deuses, em gratidão, e disse

Agora sou completo, mesmo se mais nada tivesse, com este santuário, eu reuniria as forças necessárias para tudo conseguir. Nada mais me falta. Cuidarei deste local como nunca ninguém o fara, pois dele meu corpo e minha alma se alimentarão”
Então, o tempo passou, não muito, apenas um bom tempo, e algo mudou. De repente, toda aquela perfeiçãof foi abalada, o vento, que era uma leve brisa, tornou-se um furação, as águas tranquilas dos lagos se agitaram em revolta, as grandes folhas das árvores começaram a secar, deixando o sol traiçoeiro do deserto adentrar em meio a toda aquela perfeição, fazendo com que, aos poucos, o lindo e fecundo oásis, começasse a se tornar um árido deserto se vida. O peregrino não podia acreditar no que estava presenciando. Como, em nome dos Deuses, mesmo até dos Deuses cujos nomes já não são mais lembrados, isso poderia estar acontecendo. Ele se pos em desespero, tentou varios meios de fazer aquele ragnarok inevitavel ocorrer, pensou, calculou, ponderou, mas, o ibevitável aconteceu. O Deserto secou, de alguma forma, aparentemente sem explicação. O desespero tomou conta de seu coração, a lógica não podia ajuda-lo, pois tratava-se de uma contecimento ilógico. Como um santuário tão perfeito, tão bem cuidado, tão bem assistido, cuja reciprocidade de seu companheiro o devolvia todo calor que lhe era oferecido… Mas, espere ai…e se…e se o problema não for o oásis, e se o problema então for o Peregrino ??? será possível ? será possível então que, mesmo pensando piamente que isso acontecia, o prbre incauto, na verdade, ao invés de estar cuidando de seu santuário, para que ele sempre o retribuisse, na verdade o estava secando, o estava matando aos poucos ? mas como isso poderia ser !
O peregrino então, sem saber o que fazer, viu seu santuário, seu Oasis, aos poucos, definhar em frente a seus olhos. Isso na verdade, já estava acontecendo a algum tempo, só ele é que não via, não ouvia os gritos de socorro que vinham das folhas secas, da água turva, das ravores morimbundas. Chegou então, o triste e inevitavel dia, em que o mpobre e amaldiçoado peregrino acordou, e estava no desertro novamente, voltando a ser realmente um peregrino. No lugar do seu amado oásis, estava um grande e escuro abismo, cujo fundo não se podia ver, e onde somente havia silencio. Se ele gritasse para o abismo, só ouviria a sua própria vóz, refletindo então sua solidão naquele momento. Ele então se sentou, olhando para o enorme abismo a sua frente, co seus olhos secos de tanto chorar, agora amaldiçoando cada Deus cujo nome ele se lembrava, por terem permitido tamanha judiação e, acima de tudo, amaldiçoando a si mesmo, por permitir-se deixar a acoisa quie mais amava, o motivo de sua existencia, morrer. Foi ai que então, como um ato milagroso, ele olhou para o chão, à beira do abismo, e viu uma diminuta folhinha, nascendo em meio a areia e rocha do deserto. Como algo tão delicado, e puro, poderia aibnda estar vivio em meio a aquele antro de morte e desolação ?
Foi ai então que o peregrino parou de chorar e, comnsuas cansadas e asperas mãos, acariciou a pequena planta e, dali, fez um juramento “ Sim, prometo que irei cuidar este pequeno ser, que é tudo o que restou de meu, outrora, magnifico santuário, oara que um dia, ele retorne com toda a sua gloria”

E se encheu de alegria daquele momento em diante, mesmo sabendo de toda a adversidade que viria pela frente pois, se uma plantinha daquela pode sobreviver em meio ao inferno, todo o seu querido e amado santuario poderia ser reestabelecido, se ele se dedicasse e o cultivasse da forma correta. E o peregrino está cuidando de sua plantinha, só que ele não é mais errante agora, pois sabe muito bem para onde deve ir.

By Fernando Gomes – 02/02/2010

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