O REINO DO PREDADOR: A BATALHA PELA PRÓPRIA ALMA

Quando a noite cai, quando as luzes se apagam, quando o reino escuro nasce e o lorde do silencio cavalga, ele também sai à espreita.

Entre as sombras, na penumbra, eu o sinto perto, me seguindo aonde eu vou, mesmo que eu esteja parado. Ele zomba de mim, diz que eu sou fraco, faz pouco caso da minha pessoa. Ele tenta me dobrar, apresentando-me seus horrendos irmãos, o desespero e a agonia.

Ele quer que eu me renda, quer que eu sucumba a sua vontade vil, me atacando sem dó, usando suas armas mais potentes, como a memória, sendo sua munição letal as lembranças.

Ele me aponta esta arma na cabeça e a explode em minha têmpora, inundando meus pensamentos com este veneno, que, instantaneamente, sem respeitar qualquer inércia, me leva até um inferno de sentimentos que, antes eram o combustível que fazia meu espírito brilhar, mas que hoje, são o fogo que queima dentro de mim, com um calor de supernova, devastando tudo por onde ele passa.

Eu então começo ma me dobrar perante seus irmãos, sinto-me fraco, nem mais humano, sinto-me somente um inútil pedaço de carne, sem vontades, sem aspirações. É inútil conter as lagrimas que vertem sem nenhum esforço de olhos que já estão se acostumando a chorar. Presencio meu próprio fim de camarote, o predador venceu… será?

Mas, enquanto o sangue corre nas veias, e a dor aperta o peito, como se o coração estivesse a ponto de explodir, a vida ainda existe, bem como a luta. Então eu, usando de força sobre-humana, levanto minha cabeça, em contestação, conjurando palavras de ordem e invocando deuses a muito esquecidos, na verdade invocando a mim mesmo, convocando meu eu para a batalha e, como um soldado sedento pelo sangue do inimigo, lanço-me em cima deste predador.

Não, não estou de mãos vazias, quero que ele pense isso, mas tenho em mãos uma longa e pesada lança, bem como ponho uma reluzente armadura. O predador, seguido de seus irmãos, me ataca com força e violência, porém, eu também o ataco e, com todas as minhas forças, o trespasso com minha lança. Ele grita de dor, e eu sorrio, é prazeroso vê-lo debatendo-se sem conseguir se levantar. Desta vez sou eu quem zomba dele, chamo-o de fraco de inútil, o amaldiçôo, ele não pode me tocar, estou no controle agora…

Mas a verdade é que, este predador, o MEDO, não pode ser morto, mas pode ser ferido com armas poderosas, como a lança da ESPERANÇA e a armadura da CORAGEM. Estando ferido, ele voltara para seu covil. Mas o medo é um inimigo poderosíssimo, e vai se recuperar. Por hora ele fica em seu canto.

A escuridão começa a dar lugar à luz, então os seres malditos se recolhem para praguejar contra nós em silencio até a próxima escuridão em nossos corações aparecer e ele, o medo, este predador que é o regente deste reino maldito, estará lá, com seus irmãos, desespero e agonia, ainda a espreita. Eu continuarei sentindo-o por perto, sempre esperando que eu vacile, pois, como em todos os homens existe um reino de luz e outro de sombras, ele mora em mim, faz parte de mim, nasceu da matéria prima da minha alma, que fora vitima de outra alma totalmente infectada por ele e, aparentemente, sem chances de salvação. Portanto, não pode ser removido.

Mas não pode ter o poder de me dominar, por isso lutarei com ele quantas lutas forem necessárias, e arrancarei dele quantas vitorias forem necessárias. Decidi que ele não irá me dominar.

Talvez eu vacile e fraqueje algumas vezes, pois isso é nativo da alma humana, porém, sempre estarei munido de minha lança de esperança e minha armadura de coragem, esperando para contra-atacar. E se, mesmo assim estas duas armas ainda sim forem fracas em certos momentos, tenho ainda uma enorme bomba de efeito devastador: O AMOR!

A minha alma este predador não irá infectar de maneira alguma!

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