Symphony – Sarah Brightman com os pés no Gothic Rock

Symphony (2008) - FrontPassando por uma loja de Cds, como quem não quer nada, me deparei com um álbum com uma capa que mais lembrava os trabalhos do Nightwish e Épica, que me chamou a atenção. Parei então para olhar mais de perto e, um tanto quanto surpreso, me deparei com o mais novo trabalho da soprano , Sarah Brightman , chamado Symphony, recém saído do forno. Mas, espera ai, Sarah Brightman cantando música Gótica? Exatamente! e vou te falar que o álbum não é perfeito, mas é muito competente. Obviamente, junto com outras artistas de sua geração, tais como Kate Bush , por exemplo, Brightman inspirou varias outras artistas de gerações mais recentes, e igualmente talentosas, como Sharon den Adel , do Whitin Temptation, Tarja Turunen , ex Nightwish e Simone simons , do Épica, porém ela sempre se manteve em um nível de atuação que ia desde o clássico até o que chamam de Symphonic pop. Agora, talvez, devido a uma nova visão de demanda de mercado, ou mesmo por uma simples vontade de se aventurar por outros caminhos, de se reinventar, qualidade esta que é vital em qualquer artista, ela cria um trabalho totalmente novo e bem diferente de seus trabalhos anteriores. Com canções que incluem desde duetos com Andrea Bocelli até Paul Stanley, do KISS, o album conta com uma dose bem equilibrada de Orquestra e guitarra, obviamente temperadas pelas vozes potentes tanto de Brightman quanto de seus convidados. Quanto às músicas em si, algumas não são tão diferentes do que já conhecemos, como “Let It Rain” e “Attesa”, mas, em compensação, existem músicas muito fortes como “Running” “Canto della Terra” (ésta com Andrea Bocelli) e, na minha opinião, a grande obra prima, que deveria ser o carro chefe deste álbum, “Fleurs Du Mal” sem dúvida nenhuma, uma música para ouvir e sentir. O mais interessante neste caso é ver que, ao invés de olhar para suas raízes para se renovar, como muitos fazem, Sarah Brightman olhou para as gerações mais novas, que ela ajudou a criar, e colheu frutos muito interessantes, Mesmo não sendo perfeito, como eu disse, este álbum tem tudo para ser um grande sucesso, com certeza, vale a pena ser ouvido…

Abaixo segue um vídeo de “Fleurs du Mal” gravado em um concerto ao vivo em Atlantic City:

 

 

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